Buster Moon (Matthew McConaughey) é um coala com um grande sonho: trazer glória de volta ao seu teatro e transformá-lo novamente no lugar onde a magia acontece e os sonhos se tornam realidade. Com orçamento apertado e ameaças de desalojamento, existe apenas uma solução para uma última e desesperada tentativa de salvar o lugar: Um concurso de canto para todas as criaturas mostrarem seus talentos. Assim têm início as audições para posterior realização de um show e escolha do vencedor entre boa parte da cidade que se candidatou.

A seleção dos candidatos é realizada logo no início do filme e durante seu desenvolvimento seguimos as histórias da porquinha Rosita (Reese Wutherspoon), uma dona de casa e mãe de 25 filhotes muito animados, Mike (Seth MacFarlane), ambicioso pela riqueza e boa vida, da porco-espinho Ash (Scarlet Johansson), uma adolescente roqueira-punk com sonho de ser compositora, da elefante Meena (Tori Kelly), que vive com pânico no palco apesar de sua linda voz e do gorila Jhonny (Taron Egerton), que tenta deixar a gangue criminosa de seu pai para se tornar cantor.

O filme “Sing – quem canta seus males espanta” não chamou muito a atenção do público brasileiro, mas prova ser um filme muito divertido para todas as idades, principalmente ao misturar de forma inteligente músicas de diferentes gêneros, tanto originais (“Set it all free”) quanto covers cantados pelos personagens (“Shake it off”, “Firework” e “My Way”). Ao longo da animação é difícil não se envolver com a história de Buster Moon e sua paixão por seu teatro, assim como pelas lutas dos personagens candidatos para realização de seus sonhos, mesmo frente às adversidades. A animação é carregada de emoção, humor e muita música que incentivam o público a lutar pelo que acreditam e persistir com bom humor e bom som.

“Sing” é uma animação musical de 2016 produzida por Chris Meledandri e Janet Healy, com a direção e roteiro de Gareth Jenning. No Brasil as principais dubladoras foram Mariana Ximenes (Rosita), Wanessa Camargo (Ash) e a inconfundível Sandy (Meena), de forma que certa nostalgia também pode ser aplicada ao filme se a opção de assistir for dublada. De qualquer forma as duas dublagens (original em inglês e dublado em português) provaram boa escolha de elenco e funcionaram muito bem para dar vida aos personagens de “Sing”, assim como a produção visual que trabalhou bem as transições entre as cenas e as montagens que demonstravam a simultaneidade dos acontecimentos. Os desenhos dos personagens captaram traços de cada espécie animal de forma a serem misturados com os humanos, o que foi feito de forma atenciosa e resultou em animais visualmente fiéis em seus traços originais, mas autênticos em suas individualidades e personalidades.

O filme é recomendadíssimo para todas as idades, é bem humorado, com boas músicas, mas sem perder o drama e a simbologia dos sonhos e da persistência necessária para alcança-los.

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